segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Saúde com inovação e criatividade

Adriana Baraldi

Feliz 2012 ! ou Feliz 4710, se preferirem o calendário lunar !

Nas duas próximas publicações, apontaremos alguns conceitos e teorias relacionados aos temas inovação e criatividade e, na sequência, os relacionaremos à gestão no setor de saúde.

Inovação é uma palavra derivada do latim, innovare, que significa tornar novo, mudar ou alterar as coisas introduzindo novidades. Inovar é tratar com algo que nunca se manifestou !

Atualmente, inovação tem sido a opção estratégica de organizações que pretendem manter sua vantagem competitiva, seu crescimento de maneira orgânica e sustentável. Já não basta melhorar os resultados por meio de redução de custos, da escolha de novos locais de produção, da racionalização de matérias primas e das alianças estratégicas. Estamos vivenciando um novo ciclo econômico, uma nova dinâmica do mercado e da sociedade que, constantemente, já traz novas manifestações e, portanto, já inova.

As organizações, que têm inovação como estratégia, colocam o tema como prioritário para sustentação do negócio em longo prazo. Assim, gestores e pesquisadores da inovação exploram o tema nesse contexto.

Com base na contribuição do economista Schumpeter, que no início do século XX definiu inovação e a diferenciou de invenção, autores como Drucker, Prahalad, Kelley e Chesbrough exploram inovação e criam conceitos complementares aos do economista.

Drucker, numa perspectiva voltada a importância do papel do indivíduo e da  liderança nas organizações, conceitua inovação como sendo a atribuição de novas capacidades aos recursos existentes. Sendo assim, inovação é o instrumento dos empreendedores, o processo pelo qual se explora a mudança como uma oportunidade para diferenciar-se, agregar valor e crescer.

Prahalad relaciona o tema à adoção de novas tecnologias que permitem aumentar a competitividade da empresa no mercado. O autor também defende o conceito de cocriação que  potencializa a capacidade inovadora.

Por outro lado, Kelly aborda o valor do pensamento criativo e a diversidade. Inovação é o resultado de um trabalho em equipe e significa ser receptivo à cultura e às tendências de mercado, aplicando conhecimento de maneira a pensar o futuro, gerar produtos e serviços diferenciados.

A partir dos estudos de Chesbrough, que defende o conceito de inovação aberta, ampliaram-se as possibilidades de inovação. Parcerias, inicialmente utilizadas como opção de melhoria de resultados por meio de terceirização de produção ou serviços, atingiram a dimensão da inovação. Nesse contexto, para Chesbrough inovação é também o desenvolvimento de novas conexões. São diferentes organizações, indivíduos e instituições que trabalham de maneira conjunta para desenvolver algo novo.

Finalmente, diante desse cenário, destacam-se novas como a capacidade de associação, questionamento, observação, experimentação e trabalho em rede. Nas próximas postagens traremos essa discussão e a  relação entre essas competências e  a criatividade necessária para inovar.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Avaliação de Tecnologias em saúde

Lindalia Vieira

Continuando nossa tarefa de falar sobre  Avaliação de Tecnologias em Saúde aqui identificada pela sigla ATS, é importante primeiro entender sua origem, seus objetivos e atualizar vocês sobre o que acontece no mundo sobre este assunto.

No artigo anterior mostramos a definição do que é entendido por tecnologias em saúde, neste nosso objetivo é informar o objetivo desta ferramenta de gestão sua origem, e sua utilização.

ATS surgiu da necessidade que os gestores de saúde tinham de melhor avaliar novas drogas que, com muita velocidade entravam no mercado.

 Assim, na Europa, em meados dos anos 60 investimentos em saúde feitos na incorporação de novas  drogas deveriam ser avaliados para que assegurassem ganhos na qualidade de saúde ofertada a população de forma eficiente.

Desde então este conhecimento  vem se expandindo  como  um importante instrumento de gestão que é utilizada  por governos através de agencias regulatórias, serviços de saúde e profissionais de saúde para investimentos em saúde, racionalização de recursos e fundamentalmente para garantir maior eficiência aos sistemas de saúde, com segurança para a população.

Existem importantes agencias governamentais e instituições independentes que  são referencias neste assunto. Algumas delas como o NICE  (National Institute of Clinical Excelence) foram fundamentais para a expansão deste conhecimento e difusão de sua prática.

Em 1993 foi criada na Suíça a INAHTA ( International Network of Agencies for Health Technology Assessment) uma organização sem fins lucrativos que atualmente possui 53 membros de 29 países do mundo, incluindo o Brasil, que tem como objetivo a troca de experiências e resultados de pesquisa, compartilhando informações de diferentes culturas.

Ao longo desses quase 30 anos a ATS foi utilizada para melhorar os sistemas de saúde, já há muita  experiência e comprovações que por enquanto essa tem sido a melhor forma de maximizar os recursos de saúde. Mas saúde tem suas nuances que não passam somente pela melhor forma de utilizar recursos, fazer  investimentos há o aspecto social, humanitário e político. ATS é um instrumento político para atingir de compromissos  sociais e metas humanitárias com racionalidade de recursos e transparência de investimentos.

 Vamos terminando por aqui este artigo mas gostaríamos que para o próximo artigo você pudesse  participar enviando duvidas, sugestões de temas e perguntas sobre o assunto, assim nosso blog se torna mais dinâmico e interativo, o que você  acha?