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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Resumo Semanal

As principais notícias da semana de 10/02 a 14/02


Abbvie projeta alto crescimento
A Abbvie, biofarmacêutica recém-criada pela Abbot, projeta uma alta acima de 10% no ano de 2014. E para isso, a empresa aposta pesado no mercado brasileiro. O presidente da multinacional no Brasil, José Antônio Toledo Vieira, disse que o investimento feito no mercado nacional foi de R$ 20 milhões, já que, segundo previsões, a perspectiva de crescimento para o mercado brasileiro é de mais de 10% nos próximos 5 anos.


Indústria farmacêutica faz pedido ao Congresso
Alguns representantes de indústrias farmacêuticas foram ao Congresso pedir ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, e ao presidente do Senado, Renan Calheiros, uma redução nos impostos dos remédios. Um abaixo assinado com mais de 2 milhões de assinaturas reforçava esse pedido. Segundo um estudo recente, o Brasil é um dos países que mais cobra impostos sobre medicamentos do mundo. Ambos os presidentes se mostraram favoráveis ao pedido, inclusive Renan Calheiros disse que esse pedido será uma das prioridades do Senado no ano de 2014.  


BNDES aprova financiamento para fábrica de medicamentos
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 190 milhões para a construção de uma unidade em Manaus da fábrica de medicamentos Novamed, grupo que controla a EMS. As operações estão planejadas para começarem em abril de 2014, criando 400 novos empregos diretos. Segundo o BNDES, a construção deve triplicar a capacidade produtiva da empresa.


Aplicativo novo

O CRF-SP (Conselho Regional das Farmácias de São Paulo) lançará em no máximo dois meses, um aplicativo para celular que mostra ao consumidor qual a farmácia mais próxima a ele. Além disso, o aplicativo será usado para combater farmácias ilegais, já que todas as farmácias que possuem licença para funcionar estarão cadastradas ao sistema. Logo, se uma pessoa estiver ao lado de uma farmácia e a mesma não constar no sistema, ela está funcionando ilegalmente. O aplicativo mostrará ainda qual o nome do farmacêutico responsável em cada estabelecimento. 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Resumo Semanal

As principais notícias da semana de 14/10 a 18/10


Suspensão de genérico
A Anvisa suspendeu a distribuição, comércio e uso dos lotes BLXCB3003A e BLXCB3006A do medicamento Cefalexina (cápsula de 500 mg), fabricado pela empresa Aurobindo Pharma Indústria Farmacêutica Ltda. Segundo a Anvisa, os lotes suspensos não apresentaram resultados satisfatórios no ensaio de aspecto.


Expansão
A Brasil Pharma inaugurou no último dia 14 seu novo Centro de Distribuição. Com um investimento de 9 milhões, o espaço, localizado na cidade de Canoas no Rio Grande do Sul, vai melhorar a operação logística de toda a região Sul. A Brasil Pharma é a maior rede de varejo farmacêutico.


MP do programa Mais Médicos segue para a Presidência
A Medida Provisória que criou o programa Mais Médicos foi aprovada pelo Senado e agora só falta a sanção presidencial para estar regulamentada. Após passar por uma intensa e complicada votação na Câmara, a aprovação feita pelos senadores foi bem mais tranquila. O programa foi lançado pela presidente Dilma Rousseff em julho, portanto a MP deve ser sancionada sem problemas.


Bradesco Saúde aumenta participação na OdontoPrev
A participação, que já era de 43,5% sobe agora para 50,01%. Para isso, a Bradesco Saúde comprou 6,5% que pertenciam a Randal Zanetti, fundador da OdontoPrev, maior operadora de planos dentais no país. Zanetti ficou agora com 1% da operadora e deixa o cargo de presidente para assumir a vice-presidência do conselho da OdontoPrev. No primeiro semestre, a operadora teve uma receita líquida de R$ 537 milhões.


Investimento
A farmacêutica suíça Roche vai investir US$ 877 milhões para ampliar a produção de medicamentos biológicos. São quatro fábricas escolhidas para receber esses investimentos, localizadas na Suíça, Alemanha e EUA. Os investimentos serão feitos ao longo dos próximos 5 anos. 

terça-feira, 30 de julho de 2013

As dificuldades dos planos de saúde

No dia 22/07 foi anunciado o teto de reajuste da mensalidade das operadoras de saúde, determinado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). O índice de reajuste (de 9,04%) é o maior desde 2004. Apesar disso, os planos de saúde vêm passando por dificuldades. O descontentamento dos médicos com o valor da consulta repassado a eles leva a uma diminuição do número de profissionais credenciados aos planos. Além dessas perdas, os planos têm que lidar também com o aumento constante do custo de uma internação, fator que agrava a crise no setor.
As operadoras pagam, em média, 30 a 40 reais por consulta aos médicos. Um levantamento feito mostra que a média do preço da consulta particular é de R$300,00, ou seja, 10 vezes maior que o repassado pelos planos. Revoltados com essa situação, muitos médicos abandonam o atendimento a conveniados e passam a cobrar as consultas de maneira particular, cobrando um valor um pouco maior da média repassada pelas operadoras de saúde, mas tomando um cuidado também para que o paciente não se assuste com o preço.
Essa redução de oferta de médicos faz com que os contratantes dos planos migrem para outras seguradoras ou até mesmo repensem a necessidade de manter um plano pago mensalmente sendo que a maioria dos médicos cobram as consultas particularmente. Na verdade, o que ainda segura muitas pessoas nesses planos é o acesso aos hospitais da rede particular.
Até nesse quesito de hospitais, porém, há um fator que vem atrapalhando as seguradoras de saúde. Segundo um estudo realizado pelo IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar) o custo médio de internação subiu de R$ 4.064,66 em 2005 para R$ 6.265,50 em 2010. Um aumento de 53,6%. Por causa disso, as operadoras têm sido muito mais criteriosas para aprovar alguns procedimentos, prática essa que acaba deixando o paciente ainda mais insatisfeito. 
Com o incremento de custos, os planos têm menor retorno financeiro e novas estratégias devem ser adotadas, através de um gerenciamento mais eficaz.